segunda-feira, 8 de setembro de 2014

VENCENDO AS DIFICULDADES


Meu maior defeito, nos tranquilos dias da infância,
 consistia em desanimar com demasiada facilidade quando
 uma tarefa qualquer me parecia difícil.
 Eu podia ser tudo, menos um menino persistente. 


Foi quando, numa noite, meu pai entregou-me uma tabuazinha 
de pequena espessura e um canivete, e me pediu que, com este,
 riscasse uma linha a toda largura da tábua. 
Obedecí a suas instruções, e, em seguida, tábua
 e canivete foram trancados na escrivaninha de papai. 



A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes;
 ao fim de uma semana eu não agüentava mais de curiosidade. 



A história continuava. Toda noite eu tinha 
que riscar com o canivete, 
uma vez, pelo sulco que se aprofundava. 


Chegou afinal um dia em que não havia mais mais sulco.
 Meu último e leve esforço cortara a tábua em duas. 


Papai olhou longamente para mim, e depois disse: 



- Você nunca acreditaria que isto fosse possível,
 com tão pouco esforço, não é verdade?
 Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende tanto 
de quanta força você põe numa tentativa,
 mas da persistência no que faz. 



Foi essa uma lição-de-coisas impossivel de esquecer, 
e que mesmo um garoto de dez anos podia aproveitar. 
(Semonoff)
Deus abençoe á todos...
Yara Dalnei

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